Deputado estadual Gilson de Souza (PL) participou da solenidade realizada na Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (SEDEF), em Curitiba

O Governo do Paraná avançou nesta terça-feira (3) no fortalecimento da política pública de enfrentamento à dependência química com a assinatura de novos convênios com instituições e entidades privadas sem fins lucrativos credenciadas para o acolhimento de pessoas em situação de uso prejudicial de álcool e outras drogas. A solenidade foi realizada no Palácio das Araucárias, em Curitiba, com a participação do secretário de Estado do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, do deputado estadual Gilson de Souza (PL), além de representantes das comunidades terapêuticas e de autoridades estaduais e municipais.

Nesta etapa, foram assinados os documentos com oito instituições da regional de Curitiba, abrangendo a Capital e municípios da Região Metropolitana. Ao todo, serão ofertadas 192 vagas, com investimento de R$ 4,2 milhões.

Além da regional de Curitiba, o Programa de Acolhimento para Pessoas em Abuso de Álcool e Outras Drogas já contemplou cinco instituições localizadas em Cambé, Cascavel, Cianorte, Irati e Medianeira, com investimento de R$ 1,6 milhão.

Segundo o Governo do Estado, o programa conta com destinação anual de R$ 10 milhões e deve ofertar cerca de 480 vagas de acolhimento temporário em todo o Paraná, integrando ações das áreas da Saúde, Assistência Social e Segurança Pública.

Os recursos serão utilizados para o custeio de vagas de acolhimento, expansão de serviços públicos já existentes, formação continuada de profissionais das redes de Assistência Social e Saúde, cofinanciamento de ações voltadas ao restabelecimento de direitos e também para serviços de fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.

Durante o evento, o secretário Rogério Carboni destacou o impacto social da iniciativa e o compromisso do Estado com uma rede de atendimento mais estruturada. “O Paraná está dando um passo concreto e estruturado no fortalecimento da política pública sobre drogas. Com esse investimento, ampliamos a oferta de vagas, garantimos atendimento humanizado e integrado e oferecemos uma oportunidade real de recomeço para pessoas em situação de vulnerabilidade. Nosso compromisso é promover dignidade, cuidado e a reconstrução de vínculos familiares e sociais em todo o Estado”, afirmou.

Presente à solenidade, o deputado estadual Gilson de Souza ressaltou o papel essencial das comunidades terapêuticas na recuperação de pessoas em situação de dependência química e agradeceu ao Governo do Estado pelo apoio à causa. “Quero expressar minha gratidão ao Governo do Estado por esse olhar carinhoso e por essa atenção às comunidades terapêuticas. A drogadição é uma realidade dura, que atinge famílias em nossas cidades e em todo o Paraná, mas também sabemos que muitas pessoas conseguiram vencer esse mal. Eu acredito na transformação das pessoas e vejo, há muitos anos, os resultados positivos promovidos pelas comunidades terapêuticas”, afirmou.

Coordenador da Frente Parlamentar em Apoio às Comunidades Terapêuticas, Cuidados e Prevenção às Drogas na Assembleia Legislativa do Paraná, Gilson também enfatizou que essas instituições cumprem uma missão decisiva no atendimento a pessoas em vulnerabilidade social. “As comunidades terapêuticas conseguem estar onde o governo, muitas vezes, não pode alcançar. Elas oferecem acolhimento, cuidado, espiritualidade, acompanhamento e esperança. Boa parte daqueles que hoje atuam como voluntários já viveu o drama da dependência química e hoje ajuda a transformar outras vidas. Isso mostra a força e a importância desse trabalho”, declarou.

O parlamentar ainda destacou que o enfrentamento à dependência química exige união entre poder público, igrejas, entidades e sociedade civil. “Essa luta é de todos nós: das igrejas, das comunidades terapêuticas, do Governo do Estado e de todo cidadão que deseja uma sociedade melhor. Parabenizo o secretário Rogério Carboni, sua equipe e todas as comunidades terapêuticas que seguem enfrentando o dia a dia, muitas vezes pagando um alto preço de preconceito e discriminação, mas sem perder a fé na recuperação e na transformação das pessoas”, concluiu.

CTs com a palavra

A importância dos novos convênios também foi ressaltada por quem atua diretamente na ponta do acolhimento. Coordenadora do Centro Terapêutico Hadash, Patrícia Lima da Silva Israel afirmou que o financiamento representa um reforço essencial para o atendimento social. “Hoje acolhemos 70 pessoas, sendo 35 vagas mantidas pelo governo federal e agora outras 35 viabilizadas pelo Governo do Estado. Isso é fundamental para nós, porque temos custos fixos e, ao mesmo tempo, acompanhamos a dificuldade das famílias em pagar pelo acolhimento. Muitos querem sair das drogas e procuram ajuda, mas desistem quando esbarram na mensalidade”, disse.

Ela também ressaltou o impacto direto da medida para as famílias mais vulneráveis. “Esse financiamento fortalece as comunidades terapêuticas e dá oportunidade para famílias que não têm condições de pagar. Estamos confiantes de que vai ajudar na recuperação de muitas pessoas”, explicou.

Diretrizes do programa

De acordo com as regras do programa, podem ser acolhidas pessoas com 18 anos ou mais, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, com problemas relacionados ao uso de substâncias psicoativas, vínculos familiares e comunitários rompidos e que manifestem voluntariamente o interesse no atendimento. O monitoramento da rede será feito por uma comissão formada pela Sedef, Secretaria da Saúde e Secretaria da Segurança Pública, para assegurar a integração das políticas públicas e a efetividade das ações em todo o território paranaense.