Deputado Gilson de Souza comemora “vitória” e cobra por transparência sobre o modelo de cobrança conhecido como “free flow”

O Governo do Paraná informou que o pórtico de cobrança automática (“free flow”) não será mais instalado no perímetro urbano de Rolândia. Após diálogo técnico conduzido pela Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná (SEIL) e pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) com a concessionária Grupo EPR, ficou definido que o equipamento será reposicionado na antiga praça de pedágio.
Para o deputado estadual Gilson de Souza (PL), a mudança representa uma “vitória” e um sinal de que o poder público precisa agir quando há risco de prejuízo direto aos cidadãos. Ele parabenizou o Governo do Estado pela condução rápida do tema e pelo diálogo técnico que levou ao reposicionamento do pórtico.
“Parabéns ao Governo do Estado pela ação rápida. Essa decisão em Rolândia mostra que é possível fazer o certo. Mas a luta continua para que o sistema seja justo em todo o Paraná”, afirmou o parlamentar.
Mobilização na Assembleia e pressão institucional
Mesmo com o recuo em Rolândia, os parlamentares reforçam que a preocupação permanece: a forma como o “free flow” vem sendo implementado pode gerar tarifa integral em deslocamentos curtos, especialmente quando pórticos são colocados próximos a áreas urbanas e capturam tráfego local. A mobilização ganhou força na Assembleia Legislativa, nesta semana, com pronunciamentos e cobrança formal de explicações aos órgãos federais.
Nesse contexto, o deputado Gilson de Souza também assinou, com outros parlamentares, o Requerimento nº 151/2026, que solicita esclarecimentos e providências ao Ministério dos Transportes, à ANTT e ao Tribunal de Contas da União.
“Não sou contra tecnologia. Sou contra injustiça. Do jeito que está, o “free flow” pode virar tarifa cheia para trajeto curto. Assinei esse requerimento para exigir critérios técnicos, transparência e garantias para a população paranaense”, destacou o deputado Gilson ao assinar o documento.
O que o Requerimento 151/2026 cobra
O requerimento elenca questionamentos objetivos sobre a implantação do sistema, com foco em proteção do usuário e justiça tarifária. Entre os pontos, os parlamentares cobram:
- Reequilíbrio econômico-financeiro e impacto na tarifa (se a redução de custos operacionais com o modelo eletrônico gerará redução ao usuário).
- Universalidade de pagamento, com garantia de que quem não tem TAG, cartão ou smartphone consiga pagar em espécie (dinheiro) em pontos físicos acessíveis.
- Notificação prévia ao usuário antes de qualquer conversão de inadimplência em autuação.
- Critérios técnicos para deslocamento dos pórticos e regras para alteração do ponto de arrecadação.
O texto também menciona preocupação com impactos em municípios como Marialva, ao questionar mudanças que levem o ponto de cobrança para entrada/saída da cidade, com efeito direto sobre deslocamentos locais. E ressalta preocupação com outros municípios onde a cobrança, se mal posicionada, pode penalizar quem precisa circular por trechos curtos no dia a dia.
Como funciona o “free flow” e por que a execução importa

O free flow é um modelo de cobrança automática por pórticos, sem cancela, com identificação por TAG e/ou leitura de placa. Um dos alertas levantados pelos deputados é que, além do local do pórtico, o sistema precisa vir acompanhado de regras claras e comunicação efetiva, para evitar prejuízos ao usuário.
“Vitória parcial, vigilância total”
Gilson de Souza afirma que a retirada do pórtico do perímetro urbano de Rolândia é um avanço importante, mas defende que a correção precisa se repetir onde houver risco de cobrança injusta e lesão econômica para moradores e trabalhadores. “A mudança em Rolândia mostra que a mobilização certa dá resultado. Agora precisamos garantir que o pedágio eletrônico seja implantado com critério, transparência e respeito ao cidadão em e em todo o Paraná”, concluiu.













