
A recente sondagem da Paraná Pesquisas, realizada a pedido da Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR), revela que o modelo de ensino cívico-militar no estado conta com elevado índice de aprovação: 89,3 % entre pais e responsáveis e 90,4 % entre professores e pedagogos. O levantamento aponta ainda que 85,9 % dos pais recomendariam o modelo a outros e que 64,2 % deles observam que os estudantes estão mais disciplinados, com 81,1 % atribuindo isso à implementação do modelo. A avaliação da comunidade escolar atesta grande aceitação.
Nesta semana, o deputado estadual Gilson de Souza (PL) reafirmou seu compromisso com a educação paranaense e com a defesa dos valores familiares, ao se posicionar como apoiador convicto do modelo cívico-militar.
Membro titular das comissões de Defesa dos Direitos da Criança, do Adolescente e da Pessoa com Deficiência; de Defesa dos Direitos da Juventude; e da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o parlamentar destacou que, recentemente, votou favoravelmente ao Projeto de Lei 937/2025, que amplia o alcance do Programa Colégios Cívico-Militares para incluir escolas de educação em tempo integral.

Por que o apoio? Para o deputado Gilson, a aprovação apontada pela pesquisa reforça o entendimento de que a sociedade paranaense deseja uma educação que alia formação pedagógica com valores, disciplina e protagonismo estudantil. Ele considera que o novo projeto — que altera a Lei 21.327/2022 — representa um avanço importante, na medida em que permite que escolas que já funcionam em regime de tempo integral possam aderir ao modelo cívico-militar, ampliando o acesso e a capilaridade da política pública.
Impactos esperados – Com o suporte legislativo e institucional, o modelo cívico-militar, atualmente implantado em 312 escolas estaduais e atendendo cerca de 190 mil alunos no Paraná, segundo a própria Seed-PR, ganha nova dimensão.
O PL 937/2025 aprofunda dois aspectos fundamentais. Inclusão de escolas de educação em tempo integral no programa, algo que antes era vedado pela legislação vigente. E a preservação dos direitos dos profissionais das escolas participantes, além de ajustes nos critérios de seleção e gestão do programa.
Para o deputado Gilson, a iniciativa representa não apenas uma política educacional, mas uma estratégia de fortalecimento da cidadania, ao articular valores familiares, respeito às normas e ambiente escolar seguro e estruturado.

Em um momento em que a educação pública enfrenta múltiplos desafios — desde evasão escolar até a necessidade de resultado mais expressivo em avaliações —, o modelo cívico-militar aparece, para Gilson de Souza, como uma resposta compatível com os anseios de pais, responsáveis e professores.
Com a aprovação do PL 937/2025, o parlamentar espera que mais escolas estaduais paranaenses possam aderir ao modelo, desde que respeitando a consulta democrática à comunidade escolar — alicerce do programa, conforme relatado na pesquisa recente. “Não se trata de militarizar a escola, mas de garantir que a gestão, a disciplina e a formação do caráter caminhem junto com a aprendizagem”, afirmou.
O processo de implantação nas novas escolas dependerá agora das etapas definidas pela Seed-PR, incluindo consulta à comunidade escolar, seleção técnica e, sobretudo, reafirmação da adesão voluntária da comunidade da escola.

Nova consulta – A Seed-PR publicou na última segunda-feira (3) a lista dos 50 colégios que passarão por consulta para eventual adesão ao modelo cívico-militar a partir do ano letivo de 2026. Esse processo será realizado nos dias 17 e 18 de novembro e contará com envolvimento de toda a comunidade escolar: pais e responsáveis, alunos e professores.
As escolas ficam em 34 cidades: Curitiba, Apucarana, Sabáudia, Arapongas, Engenheiro Beltrão, Cafelândia, Cascavel, Vera Cruz do Oeste, Japurá, São Tomé, Assaí, Dois Vizinhos, Foz do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Marmeleiro, Guarapuava, Ivaiporã, Joaquim Távora, Abatiá, Laranjeiras do Sul, Loanda, Itaúna do Sul, Paiçandu, Maringá, Lobato, Antonina, Guaratuba, Paranaguá, Pontal do Paraná, Nova Esperança, Ponta Grossa, Toledo, Umuarama e Pérola. Elas reúnem 21,3 mil alunos e foram selecionadas a partir de critérios técnicos pelo Departamento de Educação.
Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN)













